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Filmes de 2025 feature
2025.12.31

Filmes de 2025

A cada ano, tento compilar uma lista de jogos, livros e filmes que experimentei. Para a lista completa, confira as Avaliações. Lá vamos nós (ordenados por classificação e depois alfabeticamente)!

OBSERVAÇÃO: Acredito que esta lista seja a mais incompleta. Provavelmente farei adições de tempos em tempos.

  1. Anora (9★★★★★★★★★): Minha escolha para o melhor filme do ano. A atriz demonstra drama, comédia e sensualidade.
  2. Conclave (8★★★★★★★★): Atuações soberbas. Tenso com uma reviravolta.
  3. Ainda Estou Aqui: O filme brasileiro sobre a ditadura dos anos 70. Em outras palavras: mais atual do que nunca.
  4. Im not a Robot (8★★★★★★★★): Curta-metragem incrível sobre as consequências de um CAPTCHA.
  5. Prisoners (8★★★★★★★★): Uma exploração sombria e perturbadora da moral e da justiça, com atuações poderosas e uma narrativa envolvente.
  6. Star Wars O Império Contra-Ataca: O único filme da saga que eu não tinha em VHS para assistir mil vezes. É realmente bom, mesmo pelos padrões de hoje.
  7. The Brutalist (8★★★★★★★★): Um drama visualmente deslumbrante. Uma interseção entre arquitetura, história e resiliência pessoal. Brody merece o Oscar.
  8. O Dia em que a Terra Parou (1951): Ficção científica da Guerra Fria em seu momento mais elegante. Um filme que confia o suficiente na sua mensagem para não precisar gritá-la.
  9. A Princesa Prometida: Sempre me disseram que é um filme pastelão mas memorável. Não poderia concordar mais.
  10. A Pele que Habito: Almodóvar entrega uma reviravolta atrás da outra.
  11. What We Do in the Shadows (8★★★★★★★★): Um grupo de amigos vampiros com humor e absurdo no melhor estilo Monty Python. Sempre gostei do estilo de direção e atuação de Taika Waititi.
  12. Um Lugar Silencioso Dia Um: A história das origens.
  13. After Hours (7★★★★★★★): Um dos primeiros filmes de Martin Scorsese, é uma odisseia de comédia sombria sobre a imprevisibilidade de uma única noite caótica.
  14. Dredd (7★★★★★★★): Enxuto, brutal e criminosamente subestimado. Karl Urban nunca tira o capacete e nunca precisa. O ideal platônico de um filme B que sabe exatamente o que é.
  15. Full Metal Jacket (7★★★★★★★): Definitivamente não sou fã do estilo Kubrick.
  16. Identity (7★★★★★★★): Um thriller psicológico repleto de reviravoltas.
  17. Scarface (7★★★★★★★): Excesso, ambição e violência no puro estilo De Palma. Icônico, mas a duração e o melodrama podem testar a paciência.
  18. O Aprendiz: Se você já não gosta de Donald, vai apenas reforçar sua visão. Se você gosta dele, é hora de mudar de lado.
  19. The Substance (7★★★★★★★): Seus visuais insistem em sensações: desejo, repulsa, vontade. É uma mistura de crítica social e horror B.
  20. Thief 1981 (7★★★★★★★): Um tenso drama de assalto com nuances existenciais.
  21. Wicked (7★★★★★★★): Ariana Grande se sai muito bem. Todo o resto, razoável.
  22. Déjà Vu (6★★★★★★): A premissa de ver o passado “em tempo real” é interessante. Depois disso, fica bobo.
  23. Kiss Kiss Bang Bang (6★★★★★★): Neo-noir afiado e autoconsciente com diálogos brilhantes. Subestimado na época, ainda é divertido.
  24. You Were Never Really Here (6★★★★★★): O filme em si é mais atmosfera do que história.
  25. Emília Pérez: 13 indicações? É um filme entediante, as músicas são ruins e esquecíveis (sem mencionar a presença de ASMR). Infelizmente foi envolvido em controvérsias desnecessárias.
  26. Ghost in the Shell 2017: A versão da Scarlett é substancialmente mais confusa e menos envolvente do que a animação original. Vale a pena apenas se for maratonar os dois.
  27. Mountainhead (5★★★★★): Ideias ambiciosas enterradas numa execução turva.
  28. O Dia em que a Terra Parou (2010): Uma sombra do original.
  29. Crimes of the Future 1970: A visão embrionária de Cronenberg, interessante apenas como artefato.

Documentários

  1. Incident (7★★★★★★★): Um relato tenso e meticulosamente montado que deixa as imagens falarem mais alto do que o comentário. Perturbador na melhor tradição documental.
  2. O Caçador de Elefantes: Silenciosamente belo. Diz mais sobre a humanidade do que sobre a vida selvagem.
  3. I am Ready Warden (6★★★★★★)I am Ready Warden (7★★★★★★★): Sóbrio e humano, mas não consegue encontrar um ângulo novo em território familiar.
  4. A Única Garota na Orquestra: Você sai admirando o filme, não o tema.

Animações

  1. Robot Dreams (10★★★★★★★★★★): Bonito, interessante e emocionante.
  2. Wander to Wonder (9★★★★★★★★★): 9 ótimas animações em stop motion.
  3. Ghost in the Shell: Um espetáculo visual e instigante. Mas não é fácil compreender tudo o que propõe. Um clássico que já havia assistido em 2009.
  4. Na Sombra do Cipreste: 8 — transtorno de estresse pós-traumático

TV

  1. Adolescence (10★★★★★★★★★★): Quatro episódios em plano-sequência que impactam como um soco no estômago. Devastador, preciso e impossível de esquecer.
  2. The Last of Us T1: Fiel onde importa, inventivo onde ousa. O episódio 3 sozinho justifica a temporada inteira.
  3. 24 T1: Tensão em tempo real que ainda se sustenta. O primeiro dia de Jack Bauer continua sendo uma aula de propulsão procedimental.
  4. Murderbot T1: Uma máquina de matar adoravelmente ansiosa que só quer assistir séries. Adaptação charmosa que acerta a voz, nem sempre o ritmo.
  5. Senna 2024: Uma série que não é documentário nem ficção. E é mediana nos dois. Tramas inteiras sem importância.
  6. Severance T2: O mistério se aprofunda, mas o ritmo desacelera. Lindo e frustrante em igual medida — nem sempre intencionalmente.
  7. The Last of Us T2: Ambicioso, mas esticado demais. Perde o foco intimista que tornou a T1 especial, trocando emoção genuína por uma preparação extensa.
Jogos de 2025 feature
2025.12.31

Jogos de 2025

A cada ano, tento compilar uma lista de jogos, livros e filmes que experimentei. Para a lista completa, confira as Avaliações. Lá vamos nós (ordenados por classificação e depois alfabeticamente)!

Terminados

  1. Ghost of Tsushima (10★★★★★★★★★★): Uma carta de amor ao cinema de samurai que merece cada frame. Deslumbrante, emocionante e mecanicamente sublime — um dos melhores mundos abertos já criados.
  2. Kingdom Come Deliverance: RPG medieval brutalmente autêntico onde você não é ninguém e precisa conquistar tudo. Irregular em partes, inesquecível como um todo.
  3. Is This Game Trying To Kill Me (8★★★★★★★★): Um meta-puzzle inteligente onde o jogo-dentro-do-jogo invade sua cabana de formas assustadoras e inventivas. Curto (como elogio).
  4. Outer Wilds Echoes of the Eye: Mais sombrio e opressivo que o jogo base — quase desconfortavelmente. Um desvio ousado que recompensa a paciência com um pavor genuíno.
  5. Paradise Killer (8★★★★★★★★): INSANO! Não se deixe enganar pelos visuais. Incrível. Amando esse jogo de detetive onde, até onde sei, você pode chegar a qualquer conclusão que quiser.
  6. Stray (8★★★★★★★★): Belissimamente construído, como a maioria dos jogos da Annapurna. Jogar como um gato é delicioso, apesar de ser mais chegado em cachorro.
  7. Exit 8 (7★★★★★★★): Um loop de terror liminar construído sobre observação e inquietação. Premissa ingenuamente simples que pune a distração — e o tédio.
  8. Mouthwashing (7★★★★★★★): Terror psicológico no seu melhor. Como não sou muito fã de horror, a curta duração é muito bem-vinda.
  9. The Operator (7★★★★★★★): Um tenso puzzle de despacho com peso moral em cada chamada. Silencioso e perturbador da melhor forma.
  10. The Outer Worlds (7★★★★★★★): Jogando bastante por estar acompanhando recentemente o canal do seu criador, Tim Cain.
  11. The Still Wakes the Deep (7★★★★★★★): Terror escocês claustrofóbico em uma plataforma de petróleo em colapso. Atmosfera densa o suficiente para afogar, mesmo com gameplay enxuta.
  12. Dying Light (6★★★★★★): Parkour com zumbis bem executado. O gameplay é tenso; a história, nem tanto.
  13. Overtime Anomaly (6★★★★★★): Um caça-anomalias competente que cumpre seu papel sem se estender demais.
  14. Trash Goblin (5★★★★★): Um charmoso simulador de acumulação de bugigangas.

Ainda Jogando

  1. Doki Doki Literature Club: Fora do comum para o seu gosto, mas as avaliações despertaram interesse.
  2. Lorelei and the Laser Eyes (6★★★★★★):
  3. Card Shark (8★★★★★★★★): Um jogo inteligente e ousado de esperteza e trapaça. Narrativa magistral combinada com mecânicas de prestidigitação que prendem do início ao fim.
  4. Ghost Trick (8★★★★★★★★): Uma abordagem fresca para a resolução de puzzles com um humor japonês peculiar.
  5. Inscryption (8★★★★★★★★): Começa como um jogo de cartas inteligente, mas rapidamente se transforma em uma obra-prima narrativa com camadas de meta-storytelling. Uma aventura selvagem por diferentes gêneros.
  6. Paradigm (8★★★★★★★★): Jogo de aventura no estilo antigo com um humor incrível, mas nem para todos.
  7. The Dungeon of Naheulbeuk: Não esperava, mas é um RPG clássico de turno genuinamente engraçado com humor de primeira.
  8. Deaths Door: Uma jornada encantadora e desafiadora por um mundo de almas e segredos. Combate preciso e melancolia silenciosa se combinam perfeitamente.
  9. Desktop Dungeons (7★★★★★★★): Joguei uma versão demo web há anos e gostei tanto que cheguei a comprar Dungeons of Dredmor por engano. Nunca lembrava o nome do que eu tinha gostado, mas recentemente fizeram um remaster e liberaram o original gratuitamente. Muito inteligente e difícil.
  10. Need for Speed Hot Pursuit Remaster: Adrenalina em alta velocidade com um toque nostálgico, mas o polimento só vai até certo ponto.
  11. Overland (7★★★★★★★): Um jogo de puzzle com temática pós-apocalíptica.
  12. Tunic (7★★★★★★★): Ainda no início. Não curto jogos com histórias vagas demais. Mas esse parece ter um motivo.
  13. Very Little Nightmares (6★★★★★★): Pavor atmosférico e diversão em escala reduzida.
  14. Ghost of a Tale (7★★★★★★★): mpanhei o desenvolvimento por bastante tempo por ter sido feito em Unity. Parece encantador e intrigante.
  15. XCOM 2 (6★★★★★★): Hora de mergulhar nesse tão elogiado jogo de estratégia.

Não terminado ainda (por um motivo ou outro)

Muitos projetos mal começados. Instalados para testar, mas principalmente em um limbo - em andamento ou acumulando poeira. Contos inacabados de exploração e hesitação.

  1. Disco Elysium: Uau! Ganhei do meu irmão no aniversário, tive apenas alguns minutos para jogar, mas já promete ser um favorito.
  2. GRIS: Primeiro nível lindo.
  3. Shadow Tactics: Gostei do raciocínio nesse jogo. Definitivamente um que tentarei terminar mais cedo do que tarde.
  4. Deus Ex Mankind Divided: Gostei do primeiro, Deus Ex Human Revolution, mas esse é bem inferior. A história não é boa e o gameplay não está sendo divertido até agora.

Sempre Jogando

Alguns que jogo eventualmente. A maioria deles são jogos de estratégia. Nada novo em relação à lista do ano passado, exceto:

  1. Crusader Kings 3 (8★★★★★★★★): Devorador de tempo, como muitos títulos da Paradox Paradox.
  2. While True Learn: Puzzles de programação lógica. Incrivelmente divertido e desafiador para um programador. Os bônus especiais por soluções otimizadas exigem múltiplas jogadas em cada cenário.
  3. Baba Is You (7★★★★★★★): Joguei alguns níveis, até o segundo ou terceiro “mundo.” SUPER inteligente.
  4. Horizon Chase Turbo (7★★★★★★★): Uma carta de amor aos arcades clássicos de corrida. Diversão pura e nostálgica, embora ocasionalmente falte profundidade.

Próximos jogos na minha mira

Finalmente, aqui está uma lista de jogos que já tenho em minha coleção e planejo jogar nos próximos meses. É um pouco ridículo falar sobre o próximo jogo, considerando a quantidade de jogos inacabados, mas o catálogo é tão vasto que posso me dar ao luxo de jogar com antecedência.

  1. Heavy Rain: Animado para mais uma experiência narrativa para jogar com a esposa.
  2. Hitman: Esperando uma abordagem mais relaxada dessa vez, após uma run perfeccionista em Contracts.
  3. Prey Mooncrash: Sou fã de ideias de viagem/loop temporal. Comprei, mas dias depois ganhei Deathloop (9★★★★★★★★★) (jogo seguinte da mesma empresa) de graça.
  4. We Are There Together: Comprado para jogar com a esposa, mas não está no Play Together do Steam. Pensando em convencer outra alma a jogar comigo.
Livros de 2025 feature
2025.12.31

Livros de 2025

A cada ano, tento compilar uma lista de jogos, livros e filmes que experimentei. Para a lista completa, confira as Avaliações. Lá vamos nós (ordenados por classificação e depois alfabeticamente)!

Continuo a ler (ouvir audiobooks na verdade) quase todos os dias nos últimos anos. Esta é a minha rotina diária quando passeio com os cães. É uma proposta bem diferente de para e dedicar algum tempo para lê-los fisicamente. Eu gosto de uma tarefa secundária quando estou executando uma rotina simples, como… passear com os cachorros. Caso contrário, sinto que estou perdendo meu tempo apenas andando e não pensando.

Esta é a lista dos livros deste ano que devorei. Essas listas - definitivamente - não são completas. Como não estou atualizando meus registros pessoais do GoodReads nem escrevendo sobre eles neste blog, eles são apenas os que eu lembro. Posso editar este post se me lembrar de outros itens.

Ficção

  1. Doce Cuentos Peregrinos (8★★★★★★★★): García Márquez no seu momento mais lúdico. Doze histórias de latino-americanos à deriva na Europa, cada uma encharcada de realismo mágico e melancolia. Irregular.
  2. Lock In (7★★★★★★★): Não é o melhor de Scalzi. A política num futuro próximo parece urgente e estimulante. Um mistério ágil e inteligente embrulhado em uma worldbuilding sofisticada — muito divertido, se um pouco superficial.

Não Ficção

  1. Que bobagem: Uma deliciosa desconstrução de mitos cotidianos e pseudociência. Acessível, perspicaz e surpreendentemente engraçado — divulgação científica feita do jeito certo.
  2. How to Keep House While Drowning (7★★★★★★★): Compassivo e prático. Uma releitura gentil das tarefas domésticas para quem está com dificuldades emocionais — curto, acolhedor e que vale cada página.
  3. Your Author Business Plan (6★★★★★★): Base sólida para escritores que pensam estrategicamente na carreira, mas parece genérico em alguns momentos. Funciona melhor como checklist do que como leitura.
  4. Poverty America (6★★★★★★): -intencionado e perturbador, mas irregular em profundidade. Levanta as perguntas certas sem sempre se aprofundar o suficiente nas respostas.
Filmes de 2024 feature
2024.12.31

Filmes de 2024

A cada ano, tento compilar uma lista de jogos, livros e filmes que experimentei. Para a lista completa, confira as avaliações. Lá vamos nós (ordenados por classificação e depois alfabeticamente)!

OBSERVAÇÃO: Acredito que esta lista seja a mais incompleta. Provavelmente farei adições de tempos em tempos.

  1. One Flew Over The Cuckoos Nest: Uma exploração atemporal de rebeldia, liberdade e loucura, com Nicholson entregando uma performance inesquecível. Um filme que captura esperança e desespero em um só fôlego.
  2. Game Night (9★★★★★★★★★): Uma montanha-russa caótica, inteligente e hilária onde cada reviravolta aterrissa perfeitamente. Surpreendentemente afiada e autoconsciente para uma comédia.
  3. Leaving Las Vegas (9★★★★★★★★★): Cru, doloroso e completamente devastador. Cage e Shue expõem suas almas nesta trágica descida ao vício.
  4. Past Lives (9★★★★★★★★★): Uma meditação delicada e melancólica sobre amor, destino e chances perdidas. Silenciosamente profundo e dolorosamente humano.
  5. The Invisible Guest (9★★★★★★★★★): Nosso primeiro filme inteiramente em espanhol desde que nos mudamos para o Peru. Reviravoltas e tensão bem feitas, mantendo você em dúvida até o final. Um thriller elegante e bem amarrado.
  6. The Thing 1982: Paranoia, horror e efeitos práticos em seu auge. A obra-prima gélida de Carpenter.
  7. The Whale (9★★★★★★★★★): Um retrato dilacerante de redenção e arrependimento, ancorado pela performance vulnerável e transformadora de Fraser.
  8. Tropic Thunder (9★★★★★★★★★): Sátira de Hollywood no nível máximo, ridicularizando egos e excessos da indústria com humor selvagem e sem filtro. De alguma forma, simultaneamente ridículo e incisivo.
  9. All The Presidents Men: A hora mais nobre do jornalismo no cinema, desvendando um escândalo com uma busca implacável pela verdade.
  10. Bernie (8★★★★★★★★): Humor negro encontra crime interiorano com charme. Jack Black brilha em uma de suas performances mais sutis.
  11. Dune 2: Uma epopeia sci-fi de escopo e espetáculo impressionantes. Villeneuve equilibra grandiosidade com momentos íntimos dos personagens.
  12. High and Low (8★★★★★★★★): Um thriller moral magistral de Akira Kurosawa sobre resgate e classe, mostrando a linha tênue entre privilégio e desespero.
  13. Palm Springs (8★★★★★★★★): Feitiço do Tempo encontra cinismo millennial com coração. Uma comédia romântica com loop temporal surpreendentemente existencial. Melhor do que eu esperava.
  14. Poor Things (8★★★★★★★★): Surreal, inventivo e deliciosamente estranho. A performance de Stone é destemida, e o mundo é bizarramente belo.
  15. Popstar Never Stop Never Stopping (8★★★★★★★★): Absurdo satírico em perfeita harmonia, ridicularizando impiedosamente a indústria musical enquanto entrega hits.
  16. Seven Samurai (8★★★★★★★★): O modelo de Kurosawa para épicos de ação, combinando coração, estratégia e heroísmo.
  17. Silence (8★★★★★★★★): Uma descida silenciosa à fé e ao sofrimento. A obra-prima discreta de Scorsese faz perguntas difíceis com beleza assombrosa.
  18. A Most Violent Year (7★★★★★★★): Crime e integridade colidem em uma Nova York dos anos 1980 coberta de neve. Um estudo de personagem em combustão lenta, cheio de tensão.
  19. Anatomy of a Fall (7★★★★★★★): Um drama judicial que disseca mais do que apenas um caso. Um estudo de personagem em combustão lenta envolvido em ambiguidade.
  20. Anchorman The Legend of Ron Burgundy: Mantenha a classe, fãs de comédia. Uma farra ridícula e citável que nunca se leva a sério.
  21. Colossus The Forbin Project: IA era paranoia antes de virar legal. Um olhar arrepiante sobre a humanidade diante da tecnologia.
  22. Donnie Darko (7★★★★★★★): Perturbador, intrigante e tão digno de culto. Um conto de angústia adolescente e pavor existencial que torce o tempo.
  23. Metropolis (7★★★★★★★): A fundação do cinema sci-fi, uma visão ainda à frente de seu tempo. Note que, hoje, só existem versões fortemente editadas.
  24. Take Shelter (7★★★★★★★): Uma descida em combustão lenta à ansiedade e à incerteza.
  25. This Is the End (7★★★★★★★): Apocalipse autoconsciente, pingando absurdo com celebridades se ridicularizando enquanto o mundo queima.
  26. Upstream Color (7★★★★★★★): Um quebra-cabeça hipnótico que só os mais corajosos tentam resolver.
  27. Zona of Interesse (7★★★★★★★): O horror está em sua perspectiva mundana. Digno do Oscar de “filme internacional” ou “melhor filme”, mas não ambos.
  28. Civil War (7★★★★★★★): Uma exploração tensa e inquietante de uma América fraturada, sombria e plausível.
  29. Primal Fear (7★★★★★★★): Um thriller legal envolvente com uma reviravolta que persiste. A performance de estreia de Norton rouba a cena.
  30. Killers of the Flower Moon (6★★★★★★): Uma epopeia trágica que perde seu gume afiado. Performances brilhantes não conseguem salvar o tempo de execução inflado.
  31. The Thing 2011: Decente. Uma sombra do brilho de seu antecessor.
  32. Mission Impossible 5: Tom Cruise corre; a emoção desaparece. 85% do que eles falam são frases de efeito.
  33. Mr Nobody: O conceito é interessante, mas o filme é chato.
  34. Waking Life (4★★★★): Visuais interessantes se arrastam.

Documentários

  1. RoboDoc: The Creation of RoboCop (8★★★★★★★★): Documentário super nostálgico sobre a criação do primeiro filme.
  2. Period End of Sentence: Um olhar poderoso e conciso sobre a luta contra tabus menstruais.
  3. Nai Nai (7★★★★★★★): Um retrato terno e simples de laços familiares através das gerações.
  4. The Last Repair Shop (7★★★★★★★): Uma homenagem sincera a heróis não celebrados, mantendo a música viva, um instrumento por vez.

Animações

  1. Nimona (9★★★★★★★★★): Ousada, vibrante e cheia de energia rebelde. Uma mistura deslumbrante de ficção científica, fantasia e autoaceitação.
  2. Elemental (5★★★★★): Não gostei nem dos visuais, supersaturados.

TV

  1. Arcane S1 (10★★★★★★★★★★): Uma explosão impressionante de arte, história e profundidade de personagens.
  2. Shogun (10★★★★★★★★★★): Uma aula magistral em drama histórico, rico e implacável.
  3. Arcane S2 (8★★★★★★★★): Continua estiloso, mas abusa de numerosas linhas temporais de personagens com playoffs looongos. Em vários episódios, você termina sem saber o que acabou de assistir.
  4. House of the Dragon S2 (7★★★★★★★): Os personagens dragões são legais, mas os humanos são bem meia-boca.
  5. Severance S1 (7★★★★★★★): Inteligente, sinistro e apenas um pouco enigmático demais.
  6. 3 Body Problem S1 (6★★★★★★): Ficção científica que começa forte, depois se torna menos que as temporadas finais de Lost ou Heroes.
Jogos de 2024 feature
2024.12.31

Jogos de 2024

A cada ano, tento compilar uma lista de jogos, livros e filmes que experimentei. Para a lista completa, confira as Avaliações. Lá vamos nós (ordenados por classificação e depois alfabeticamente)!

Terminados

  1. Outer Wilds (10★★★★★★★★★★): Uma obra-prima de exploração e maravilha existencial. Recompensa a curiosidade. Agora é hora da expansão.
  2. Deathloop (9★★★★★★★★★): Um dos melhores jogos deste ano. Os protagonistas se destacam, embora alguns chefes pareçam exagerados. Suas personalidades são peculiares, mas levam um tempo para se acostumar. O jogo pode ser surpreendentemente fácil.
  3. Beyond Two Souls: Começando este jogo focado em história com minha esposa. A atuação é excepcional. A história se mantém até os capítulos finais, onde vacila um pouco. Uma experiência narrativa sólida.
  4. Carrion (8★★★★★★★★): Pense no A COISA de John Carpenter, é incrível jogar como a entidade monstruosa.
  5. Dredge (8★★★★★★★★): Uma sombria aventura de pesca Lovecraftiana onde você vende pescados e melhora seu barco enquanto descobre sinistros segredos.
  6. Marvel Guardians of the Galaxy (8★★★★★★★★): As interações hilárias entre os personagens sustentam o jogo, embora as mecânicas de combate e exploração possam parecer desconexas e excessivamente complexas às vezes.
  7. RoboCop: Rogue City (8★★★★★★★★): Fator nostalgia nas alturas. Embora não seja inovador, é um tributo competente.
  8. Storyteller (8★★★★★★★★): Um jogo de quebra-cabeça inteligente que permite tecer histórias, recompensando a criatividade com reviravoltas deliciosas.
  9. There Is No Game (8★★★★★★★★): Jogo de aventura click-and-point completamente fora da caixa.
  10. Escape Academy (7★★★★★★★): Sala de fuga como videogame. Todos os quebra-cabeças muito factíveis. Joguei com minha esposa.
  11. Human Resource Machine (7★★★★★★★): Joguei este jogo de programação há anos no celular. Mas a tela sensível ao toque não é a ferramenta ideal para escrever programas. O mouse/teclado na versão PC me permitiu terminar os últimos níveis que nunca tinha conseguido antes.
  12. Just Cause 4 (7★★★★★★★): Já tinha tentado este jogo antes, mas estava travando no Linux. Desta vez, funcionou perfeitamente (na perspectiva técnica). A jogabilidade, como em Just Cause 3 (8★★★★★★★★), é divertida, mas repetitiva, devido ao tamanho do mapa. A história é inútil.
  13. The Case of the Golden Idol (7★★★★★★★): Um jogo indie de quebra-cabeça/detetive com mecânicas únicas que lembram Return of the Obra Dinn (9★★★★★★★★★). Agora preciso terminar as expansões.
  14. TOEM (7★★★★★★★): Uma aventura fotográfica aconchegante cheia de charme.
  15. Weird West (7★★★★★★★): Uma mistura sombria e imersiva de RPG de ação e faroeste, repleta de reviravoltas estranhas e inquietantes. Destaca-se pela atmosfera e narrativa, mas a história demora para se estabelecer.
  16. Biomutant (6★★★★★★): Poxa vida. Eu realmente queria gostar dele, mas o mapa é grande demais, a história começa bem, mas perde força no capítulo 2 e o narrador é irritante demais. A jogabilidade não é tão divertida: o combate é muito genérico.
  17. Pikuniku (6★★★★★★): Um jogo descontraído com uma vibe acolhedora, adequado para públicos crianças.
  18. Turmoil (5★★★★★): Um simulador simples de perfuração de petróleo que começa forte, mas seca rapidamente. Joguei devido ao tema do petróleo (trabalhei em uma empresa de petróleo por anos)

Ainda Jogando

  1. Card Shark (8★★★★★★★★): Um jogo inteligente e ousado de astúcia e engano. Narrativa magistral combinada com mecânicas loucas mantém você fisgado.
  2. Ghost Trick (8★★★★★★★★): Uma abordagem nova para resolução de quebra-cabeças com um humor japonês peculiar.
  3. Inscryption (8★★★★★★★★): Começa como um jogo de cartas inteligente, mas rapidamente se transforma em uma obra-prima narrativa com camadas de meta-narrativa. É uma viagem louca através de diferentes gêneros.
  4. Paradigm (8★★★★★★★★): Jogo de aventura estilo antigo com um humor incrível, mas não é para todos.
  5. Paradise Killer (8★★★★★★★★): MALUCO! Não se deixe enganar pelos visuais. Incrível. Adorando este jogo de detetive verdadeiro onde, até onde sei, você pode tirar qualquer conclusão que quiser.
  6. Stray (8★★★★★★★★): Lindamente elaborado, como a maioria dos jogos da Annapurna. Jogar como um gato é delicioso, apesar de eu ser mais uma pessoa de cachorro.
  7. The Dungeon of Naheulbeuk: Não esperava por essa, um RPG por turno clássico genuinamente engraçado com humor de primeira linha.
  8. Deaths Door: Uma jornada encantadora, mas desafiadora via um mundo de almas e segredos. Combate afiado e melancolia silenciosa se misturam perfeitamente.
  9. Desktop Dungeons (7★★★★★★★): Joguei uma versão demo na web há anos e gostei tanto que até comprei Dungeons of Dredmor por engano. Nunca lembrei o nome do que eu gostava, mas recentemente eles criaram um remaster e deram o original de graça. Muito inteligente e difícil.
  10. Need for Speed Hot Pursuit Remaster: Emoções em alta velocidade com um toque nostálgico, mas o polimento só vai até certo ponto.
  11. Overland (7★★★★★★★): Um jogo de quebra-cabeça com tema pós-apocalíptico.
  12. The Outer Worlds (7★★★★★★★): Jogando muito por estar recentemente seguindo o canal do seu criador, Tim Cain.
  13. Tunic (7★★★★★★★): Nos estágios bem iniciais. Não gosto de jogos com histórias muito vagas. Mas este parece ter um motivo.
  14. Very Little Nightmares (6★★★★★★): Horror e diversão em miniatura.

Não terminado ainda (por um motivo ou outro)

Muitos projetos mal começados. Instalados para testar, mas principalmente em um limbo - em andamento ou acumulando poeira. Contos inacabados de exploração e hesitação.

  1. Black Mesa (8★★★★★★★★): O remake oficial/não oficial de Half-Life 1. Soberbo! Curioso para ver qual era o alvoroço sobre HF1 depois de terminar Half-Life 2 (8★★★★★★★★).
  2. Disco Elysium: Caramba! Ganhei do meu irmão no meu aniversário, só tive alguns minutos para jogar, mas já está se moldando para ser um favorito.
  3. GRIS: Primeiro nível lindo.
  4. Shadow Tactics: Gostei do pensamento neste jogo. Definitivamente um que vou tentar completar mais cedo do que tarde.
  5. Deus Ex Mankind Divided: Gostei do primeiro título, Deus Ex Human Revolution, mas este é um jogo muito inferior. A história não é legal e a jogabilidade não é divertida até agora.
  6. Dyson Sphere Program (6★★★★★★): Peguei uma versão antiga para experimentar. São muitas coisas de uma vez.
  7. Slipways (6★★★★★★): Pesado em estratégia, quase como jogar xadrez. Não é bem meu estilo.
  8. Industria (6★★★★★★): Curto estilo Half-Life com visuais legais.

Sempre Jogando

Alguns que jogo eventualmente. A maioria deles são jogos de estratégia. Nada novo em relação à lista do ano passado, exceto:

  1. Crusader Kings 3 (8★★★★★★★★): Sugador de tempo, como muitos títulos da Paradox.
  2. While True Learn: Quebra-cabeças de programação lógica. Incrivelmente divertido e desafiador para um programador. Os bônus especiais para soluções otimizadas requerem múltiplas jogadas para cada cenário.
  3. Baba Is You (7★★★★★★★): Joguei alguns níveis, até o segundo ou terceiro “mundo”. SUPER inteligente.
  4. Horizon Chase Turbo (7★★★★★★★): Uma carta de amor aos clássicos jogos de corrida de arcade. Diversão pura e nostálgica, embora ocasionalmente falte profundidade.

Próximos jogos na minha mira

Finalmente, aqui está uma lista de jogos que já tenho em minha coleção e planejo jogar nos próximos meses. É um pouco ridículo falar sobre o próximo jogo, considerando a quantidade de jogos inacabados, mas o catálogo é tão vasto que posso me dar ao luxo de jogar com antecedência.

  1. Doki Doki Literature Club: Fora do comum para seu gosto, mas as análises despertaram seu interesse.
  2. Ghost of a Tale (7★★★★★★★): Acompanhei o processo de desenvolvimento por um bom tempo porque foi feito usando Unity. Parece charmoso e intrigante.
  3. Heavy Rain: Antecipando outra experiência focada em história para aproveitar com sua esposa.
  4. Hitman: Esperando ter uma abordagem mais relaxada desta vez depois de uma corrida perfeccionista em Contracts.
  5. Prey Mooncrash: Sou fã de ideias de viagem no tempo/loop temporal. Comprei, mas dias depois ganhei Deathloop (9★★★★★★★★★) (próximo jogo da mesma empresa) de graça.
  6. We Are There Together: Comprei para jogar com minha esposa, mas não está incluído no Play Together no Steam. Considerando convencer outra alma para jogar comigo.
  7. XCOM 2 (6★★★★★★): Hora de mergulhar neste jogo de estratégia muito elogiado.
Bruno MASSA